O pistácio é a semente do pistacheiro (Pistacia vera L.), uma árvore caducifólia (que perde as suas folhas todos os anos) pertencente à família Anacardiaceae (anacardiáceas)1.
O pistacheiro
A família das anacardiáceas engloba mais de 500 espécies de árvores, sendo a Pistacia uma das que mais se destaca2.
A Pistacia vera L. é uma árvore com muitas ramificações e pode chegar a atingir cerca de 5 a 7 metros de altura. O seu crescimento é lento, mas considera-se uma planta muito longeva, podendo chegar aos 300 anos1,[ii]. A árvore considera-se uma espécie dioica, isto é, que apresenta flores masculinas e femininas separadas em árvores diferentes2.
Estabeleceu-se que os primeiros fósseis de Pistacia foram encontrados na ilha da Madeira na era terciária e, a partir daí, as suas espécies difundiram-se por diferentes áreas; no caso do pistacheiro, a sua origem situa-se entre a Ásia Ocidental e a Ásia Menor1.
Em Espanha, o seu cultivo foi introduzido na época romana, foi desenvolvido pelos árabes e desapareceu na Idade Média com os mouriscos. A reintrodução comercial do seu cultivo ocorreu em 19801.
Geralmente, as variedades de pistácio classificam-se segundo o seu lugar de origem ou de cultivo. Diferenciam-se pela cor e tamanho da semente, época de colheita e a sua tendência para dar frutos1.

Quando se colhem os pistácios?
Os pistácios são colhidos quando a cobertura exterior que cobre a casca se solta com facilidade1.
A colheita dos pistácios deve ser feita no menor tempo possível para evitar a excessiva proliferação de fungos, que se podem encontrar entre a pele e a casca, e evitar assim a contaminação do fruto2.
A colheita pode ser manual ou mecânica, seja vibrando ramo a ramo ou com um vibrador mecânico que agita toda a árvore durante 5-10 segundos2.
Processamento e comercialização do pistácio
Quando o fruto amadurece, as cascas abrem-se, separando-se parcialmente1; assim, após a recolha do pistácio, podem ser comercializados, podendo previamente passar por processos como a torra2, para lhe dar aquele sabor tão característico.
Como resultado obtemos um alimento do grupo dos frutos secos que nos fornecem vitaminas e minerais; por exemplo, são ricos em vitamina E, vitamina B1, ferro, potássio, magnésio e fósforo; e são fonte de ácido fólico e cálcio3. Consideram-se uma boa fonte de proteína vegetal, lípidos e hidratos de carbono. Têm um alto teor de gorduras insaturadas, sobretudo monoinsaturadas1.
São ideais para consumir a qualquer hora como snack ou para incluir nos teus pratos favoritos! E lembra-te que a ingestão recomendada de frutos secos ao natural é de 3 a 7 porções por semana4.

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